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segunda-feira, abril 24, 2006

Árvores

Árvores

Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;
Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.

Joyce Kilmer

1 Comments:

Anonymous Karina Miotto said...

maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso...sinto o mesmo, entendo esta poesia e tb sua atitude em publicá-la! tb gostei muito do seu blog.
:)
beijo,
Karina

6:15 da tarde

 

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