Árvores
ÁrvoresParece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.
Joyce Kilmer

1 Comments:
maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso...sinto o mesmo, entendo esta poesia e tb sua atitude em publicá-la! tb gostei muito do seu blog.
:)
beijo,
Karina
6:15 PM
Enviar um comentário
<< Home